Vejamos quatro princípios fundamentais para desenvolver um bom web design.

Olhar, não pensar

Dito assim parece algo pejorativo, mas este é um princípio básico de UX (User eXperience, ou experiência do utilizador). Quem chega ao site deve olhar e entender automaticamente (no espaço de 2 a 3 segundos, no máximo) a mensagem geral e os principais comandos, botões ou funcionalidades. O melhor exemplo de todos é a homepage do Google; independentemente das possibilidades de personalização, e dos detalhes acrescentados ao longo dos anos (associação à conta Google, Doodle, etc.), continua a ser uma caixa de texto e um “enter”.

Simplicidade

O exemplo do Google remete para o princípio da simplicidade. O site deve ser o mais simples possível, tanto na homepage como nos menus. Ainda que se trate de um portal com muitas funcionalidades, o manuseamento deve ser o mais simples possível.

Escrita

A linguagem escrita é um elemento absolutamente essencial para o sucesso de um website. Sem uma linguagem clara, concisa e aplicada de modo a corresponder aos objetivos do site e às expectativas do leitor, a mensagem não passa. Longas colunas de texto não serão lidas; jargão técnico também não; e linguagem promocional, que se queira dinâmica mas ao mesmo tempo seja demasiado vaga, do género “Comece aqui”, não vai funcionar. Pede-se linguagem curta, objetiva, que diga ao leitor de forma imediata o que ele tem a ganhar e onde pode fazer o quê (remete para o princípio da simplicidade). Não é por acaso que os sites profissionais contam com copywriters profissionais também.

Padrões

A criatividade do web design não deve pôr em causa o princípio de simplicidade. Isto significa que o web designer, tendo em conta o target (público-alvo) do site, o tema, etc., deverá respeitar os padrões habituais de web design a que os utilizadores estão habituados, e que têm vindo a ser estabelecidos ao longo de muito anos. Caso contrário, o caráter intuitivo do site estará comprometido.