Se há alguma área em que os profissionais têm de estar prontos para a mudança e a novidade é a área tecnológica. Em termos históricos, a internet ainda é uma novidade. O ritmo de inovação é exponencial, e os próximos anos trarão novas formas de trabalhar para os web designers.

Dados

A interação entre o design e os dados será crescente. A questão da adaptação dos anúncios (“ads”) por parte da Google, do Facebook, do Taboola e outras ferramentas já é um padrão corrente de utilização de internet. Como a utilização de dados (de cada utilizador e de cada perfil de utilizador) não deverá abrandar, o design irá cada vez mais tirar partido deste manancial de informação. A construção de um website deverá, progressivamente, envolver o profissional do design e os especialistas da “database” ao longo do processo.

Interfaces de conversação

Ter um site com uma funcionalidade “chat”, que é “alimentada” por um “chatbot” e/ou por um departamento de apoio ao cliente, já é relativamente banal. Esse pode ser considerado o primeiro passo para uma interface de conversação: em vez de o utilizador chegar a um website como chegava a um livro ou a uma revista (lendo e analisando um suporte naturalmente mudo), o utilizador poderá interagir com o site, o programa ou o software em questão. Isto pode ser especialmente útil em locais de trabalho, ao volante ou em outros cenários em que o utilizador tenha as mãos ocupadas. Envolve o designer e os profissionais de inteligência artificial.

Ferramentas do web designer

As “developer tools” estão em franco crescimento. O web designer está a deixar de ser um “artesão do código”, trabalhando quase manualmente em todas as suas tarefas. Começa a ter ferramentas de grande alcance. Por exemplo, se antes era forçoso que o utilizador tivesse de fazer “refresh” (reiniciar) ao site ou ao browser para ativar aplicações em tempo, as novas “pusher’s tools” vêm tornar essa incorporação mais prática.